Iyá-Mi Osorongá As Senhoras dos Pássaros da Noite – Quando se pronuncia o nome de Iyá-Mi Osorongá, quem estiver sentado deve-se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência, pois se trata de temível Orixá, a quem se deve apreço e acatamento .
Iyá-Mi Osorongá é a síntese do poder feminino, claramente manifestada na possibilidade de gerar filhos e, numa noção mais ampla, de povoar o mundo. Quando os Iorubas dizem “nossas mães queridas” para se referirem a Iyá Mi, tentam, na verdade, apaziguar os poderes ocultos dessa entidade.
Donas de um axé tão poderoso como o de qualquer Orixá, as Iyá-Mi realizaram seu culto difundido por sociedades secretas de mulheres e são as grandes homenageadas do famoso festival Gèlèdè, na Nigéria, realizado entre os meses de Março e Maio, que antecede o início das chuvas do país, remetendo imediatamente para um culto relacionado à fertilidade.
Culto a Guelede, ÌyáMi Osorongà, ajé xaluga, opaoca, Yamin, oxoronga, o
passaro sagrado as mães ancestrais, Oferenda para ominxoronga.
Significa todo um processo de equilíbrio e de harmonia. Para entender bem tal relação, é necessário situar-se como mulheres do ritual GÈLÈDÈ , que representam o culto às ÌYÁMÌ, as grandes mães ancestrais, encabeçadas por:Nàná ,Yemoja Odùdua, Òsun Ijimu, Òsun Ìyánlá,Yewa e Oya. Odudu.
A simboliza um grande representante do princípio feminino, sendo o elemento responsável por todo o poder criador, do poder das mulheres, liderando o movimento das ÌYÁMÌ, grandes mães ancestrais, que tudo fez, transformaram e transmutaram desde o princípio dos princípios da formação do universo.
A sociedade GÈLÈDÈS , que já existe no Brasil, é um ritual de mulheres que vestem panos coloridos – diferentes panos mostrando diferentes procedências. São as diferentes raízes que as pessoas podem ter na maternidade. A máscara ÈFÉ-GÈLÈDÈ que cobre a cabeça da mulher vai representar o mistério, o maravilhoso, na cultura negra. O uso da máscara significa o símbolo de outro espaço, um espaço vivo, um espaço invisível que não se
conhece, mas sinta-se! No Brasil esta sociedade existe, sua última sacerdotisa suprema foi Omóníké Ìyálóde-Erelú que tinha o nome católico Maria Julia Figueiredo, uma das Ìyálà se do Ilè Ìyá-Nàsó , com sua morte cessaram-se as festividades, que foram realizadas no bairro de Boa Viagem. O propósito da sociedade GÈLÈDÈ é propiciar os poderes míticos das mulheres, cuja boa vontade deve ser cultivada porque é essencial à continuidade da vida para esta sociedade. Sem o poder feminino, sem o princípio de criação não brotam plantas, os animais não se reproduzem, a humanidade não tem continuidade. Assim, o princípio feminino é o princípio da criação e preservação do mundo: sem a mulher não existe vida, sendo, segundo os mitos, ser reverenciada e respeitada pelos orixás e pelos homens.
A GÈLÈDÈ e suas máscaras se tornam uma metáfora, sendo uma linguagem
para a mãe natureza. OGÈLÈ é um símbolo das GÈLÈDÈ porque personifica o útero,
pois ele carrega as crianças e as protegidas. Através das Ìyámì (mães ancestrais)
a arte das máscaras é usada para aglutinar as pessoas que se relacionam como
filhos de uma mesma mãe, fazendo com que o espírito se manifeste através desta
máscara, seguindo e alimentando o espírito humano. Representamos o não uso de
violência para resolver questões. Nas culturas negras a mulher está presente em
todos os lugares.
A máscara tem grande importância na vida religiosa, social e política da
comunidade, mostrando as diferentes categorias de mulher:
– mulher secreta – ligada ao divino, serve como passagem e receptáculo do
sagrado no mundo dos vivos, por gerar frutos.
-mulher símbolo político não usa
violência para resolver as questões, aglutinando as pessoas, vivendo o
cotidiano.
– mulher sagrada – símbolo de todos os tempos, pois está virada para o futuro,
sempre vulnerável e frágil, mas é aquela que abre o céu (Òrun) e deixa lugar
para a mudança, o futuro, e para a transformação. A
sexualidade da mulher negra faz parte de sua essência de princípio feminino,
sendo muitos os mitos que representam a função e o papel da mulher vista como
útero fecundado, cabaça que contém e é contido, responsável pela continuidade
da espécie e pela sobrevivência da comunidade. Não se encontra pecado nesta
sexualidade.
Através das ÌYÁ as comunidades – os terreiros são específicos num verdadeiro
sistema de alianças. Desde a simples condição de irmão de santo até a mais
complexa organização hierárquica, há o estabelecimento de um parentesco
comunitário, como uma recriação das linhagens e da família extensiva africana.
Os laços de sangue são substituídos pela participação na comunidade, de
acordo com a antiguidade, as obrigações e a linhagem iniciativa. Todos
unidos por laços de iniciação às realizadas, aos demais iniciados, às
autoridades, aos antepassados e aos ancestrais da comunidade. Através do rito se
tem todo um sentido de manifestação das mulheres do grupo: rodando, dançando,
se integrando com o cosmos, mostrando que temos consciência de que somos
elementos sonoros, de que o movimento da roda – já que as mulheres são os
elementos que dançam em círculo – representa o altar da criação, da vida, já
que a terra está em movimento, o universo está em movimento e só se conseguirá
estar em sintonia com o universo através do movimento.
GÈLÈDÈ é originalmente uma forma de sociedade secreta feminina de caráter
religioso, existente nas sociedades tradicionais iorubás, que expressam o
poder feminino sobre a fertilidade da terra, a procriação e o bem estar da comunidade. O culto Gèlèdè visa apaziguar e reverenciar as mães ancestrais para garantir o equilíbrio do mundo. As principais representações do culto também nos fala um Itan de òséyèkú, que obàtálá e odù logbojé são uma única coisa e no culto a Obàtálá, Òsòrongà é diretamente participante, o próprio Itan nos fala: “tudo aquilo que o homem vier a conseguir na terra, o será através das mãos das mulheres” . esta é uma tradição do culto a Obàtálá, pela relação direta de Yemoja Odùa. – Itan òsá méjì (o mito da roupa de Éégún)- quanto ao culto Èfé-Gèlèdè , os homens participantes , até nas chamadas “incorporações”- dàpò sòkan – e uma das principais diferenças, estão nas aventuras próprias, quando “feminina” é lenta e nobre, quando “a masculino” é firme e firme, e cabe aos òsò de Òòsààlà’ esta função.- Seja ako, baká, mundiá, tetedè, okunriu, onilu e “às outras” . Mais quando se trata da essência da filosofia, na relação Obàtálá (símbolo da ancestralidade masculina) e, Yemoja Odùa – (Òsòròngà – símbolo da ancestralidade feminina) como uma relação perfeita, trazida por Òsé-òyèkú, e também pela relação de ambos com Ikú.
O culto anual de Èfé-Gèlèdè , originário da cidade de Ketu no décimo quarto
século, é organizado no início da estação de cultivo a terra exatamente por uma
questão importante dentro da cultura Yorùbá – a Fertilidade. Este culto se
organiza da seguinte forma – sua parte diurna é exatamente Gèlèdè e sua parte
noturna é Èfé (o pássaro). Os dançarinos são homens, mas representam homens
e mulheres em suas representações.
Isto prova que o culto das Gèlèdè não é vetado aos Homens.
As Iyá-Mi são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas no seu aspecto benfazejo, são o grande ventre que povoa o mundo. Não podem, porém, ser esquecidos; nesse caso lançam todo o tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte.
O lado bom de Iyá-Mi é expresso em revelações de grande fundamento, como Apaoká, a dona da jaqueira, a verdadeira mãe de Osòosi . As Iyá-Mi, juntamente com Esù e os ancestrais, são evocadas nos ritos de Ipadé , um complexo ritual que, entre outras coisas, ratifica a grande realidade do poder feminino na posição do Candomblé, denotando que as grandes mães são donas dos segredos do culto, pois um dia, quando deixarem a vida, integrarão o corpo das Iyá-Mi , que são, na verdade, as mulheres ancestrais. O poder de Iyami é conceder às mulheres velhas, mas pensa-se que, em certos casos, ele pode pertencer igualmente a moças muito jovens, que o recebem como herança de sua mãe ou de uma de suas avós. Uma mulher de qualquer idade também poderia adquiri-lo, voluntariamente ou sem que o saiba, depois de um trabalho feito por alguma Iyami empenhada em fazer proselitismo.
Existem também feiticeiros entre os homens, os oxô, porém seriam infinitamente menos virulentos e cruéis que as ajé (feiticeiras). Ao que se diz, ambos são capazes de matar, mas os primeiros jamais atacaram membros de sua família, enquanto os segundos não hesitaram em matar seus próprios filhos. As Iyami são tenazes, vingativas e atacam em segredo. Dizer seu nome em voz alta é perigoso, pois elas ouvem e se aproximam pra ver quem fala delas, trazendo sua influência.
Iyami é externa para eleyé , dona do pássaro. O pássaro é o poder da feiticeira; é aceitar-o que ela se torne ajé. É ao mesmo tempo o espírito e o pássaro que realizarão os trabalhos maléficos.
Durante as expedições do pássaro, o corpo da feiticeira permanece em casa, inerte na cama até o momento do retorno da ave. Para combater um ajé, bastaria, ao que se diz, esfregar pimenta vermelha no corpo deitado e indefeso. Quando o espírito voltasse não poderia mais ocupar o corpo maculado por seu interdito.
Iyami possui uma cabaça e um pássaro. A coruja é um de seus pássaros. É este pássaro que leva os feitiços até seus destinos. Ele é pássaro bonito e elegante, pousa suavemente nos tetos das casas, e é silencioso.
“Se ela diz que é pra matar, eles matam, se ela diz pra levar os intestinos de alguém, levarão”.
Ela envia pesadelos, fraqueza nos corpos, doenças, dor de barriga, leva embora os olhos e os pulmões das pessoas, dá dores de cabeça e febre, não deixa que as mulheres engravidem e não deixa as grávidas darem à luz.
As Iyami costumam se reunir e beber juntas o sangue de suas vítimas. Hoje Iyami deve levar uma vítima ou o sangue de uma pessoa ao encontro das feiticeiras. Mas elas têm seus protegidos, e uma Iyami não pode atacar os protegidos de outra Iyami.
Iyami Oshorongá está sempre encolerizada e sempre pronta para desencadear sua ira contra os seres humanos. Está sempre irritada, seja ou não maltratada, esteja em companhia numerosa ou solitária, quer se fale bem ou mal dela, ou até mesmo que não se fale, deixando-a assim num esquecimento desprovido de glória. Tudo é pretexto para que Iyami se sinta ofendida.
Iyami é muito astuciosa; para explicar sua cólera, ela institui proibições. Não dê a conhecer voluntariamente, pois assim poderá alegar que os homens transgridem e poderão punir com rigor, mesmo que as proibições não sejam violadas. Iyami fica ofendida se alguém leva uma vida muito virtuosa, se alguém é muito feliz nos negócios e junta uma fortuna honesta, se uma pessoa é por demais bela ou agradável, se goza de muita boa saúde, se tem muitos filhos, e se essa pessoa não pensa em decepcionar os sentimentos de ciúme dela com ofertas em segredo. É preciso muito cuidado com elas. E só Orunmilá consegue acalmá-la.
As Conferências Noturnas:
O Poder de Iyá Mi está vinculado e mais fortalecido à noite, pois sua Força nasceu no Odú Oyekú Meji, que governa a noite. E está representado na Corujá, que rasga à noite, carregando em si, a Força temível de Iyá Mi Oxorongá. Oxorongá que na África é um pássaro cujo grito aterrador onomatopaico invoca as Iyá Mi. Quando se depara com este pássaro, ou a coruja, a voar espalmado à noite se grita: “Fo,Fo, Fo!” (Voe,voe, voe!) e cobre-se a cabeça, para que ela não pouse sobre ela e traga a Morte. Pois acredita-se que este pássaro pode carregar a Morte ao voar à noite. O poder das Iyá Mi também está associado às fogueiras, pois Iyá Mi desceu à Terra através do Odú Osá, que rege o fogo noturno das fogueiras que iluminam as conferências das feiticeiras. As conferências são que podem ser usadas para perseguir as pobres vítimas das Ajé (Feiticeiras), que podem amaldiçoar e mandar seus pássaros para buscar o sangue e a vida de suas vítimas. O Poder de Iyá Mi pode ser terrível, pois é a Senhora da Vida, e também da Morte. Somente Orunmilá pode salvar as vítimas de Iyá Mi Ajé.
As Conferências Diurnas: O Poder de Iyá Mi pode ser também uma grande Dádiva, pois à mulher cabe o Poder para o Milagre aqui na Terra, pois Deus, ouve as mulheres. Os representantes maiores do Poder Benfazejo das Iyá Mi são os Obirinxás (Orixás femininos): Oxum, sua rainha, a Senhora da Fertilidade, das Águas doces, do Amor e da Beleza, e a doce Mãe do Ouro e do Mel. Obá, Guardiã da sociedade Geledé, guerreira das causas de Amor e de Injustiça. Oyá, ou Iyansan, a Senhora do Vento e dos Espíritos, Deusa da Paixão e Patrona do Movimento Feminista. Iyemanjá, a Senhora das Águas de onde surgiu a Vida, Patrona da Família e Mãe do Parto e de todas as cabeças, e muitas outras Obirinxás fabulosas. Como podemos ver, sem água, sem fertilidade, sem as vitórias de nossas mães é impossível a Vida e impraticável o Plano Divino de Olórum no Aiyé. Dessa forma, cabe o poder à mulher, e seu poder gerador de milagres, pois, se a Vida é um Milagre, e a mulher é capaz de gerá-lo, também todo e qualquer Milagre Iyá Mi é capaz de gerar. Com a Graça da Mãe Maior – Odudua, esposa de Orunmilá e filha dileta de Olórum.
TÍTULOS DE ÌYÀMÌ:
Ìyàmì-Òsòróngà = Poderosa Mãe cultivada na Sociedade Osoronga.
Ìyàmì-Ajé = Poderosa Mãe administradora do Poder Sobrenatural. Título em alusão quando seu culto é realizado na LUA NOVA com a finalidade de deutilização dos poderes sobrenaturais em defesa a uma agressividade (feitiço), ou relacionado a projetos, ideais, envolvimentos erecolhimento de Yawo. “Por ser o ciclo mais escuro da lua”.
Ìyàmì-Eleye = Poderosa Mãe Proprietária dos Pássaros.
Ìyàmì-Oduwà = Poderosa Mãe proprietária do recipiente da existência (o mundo).
Ìyàmì-Odu = Destinatário – Útero – Cabaça – O Planeta – Ovo – Esferaexistencial.
Ìyàmì-Alaiye = Poderosa Mãe proprietária de toda extensão Terrestre.
Ìyàmì-Ekunlaiye = Poderosa mãe que inunda a Terra com Água…
Ìyàmì-Iyemonja = Poderosa Mãe senhora que possui muitos filhos como cardumes de Peixes. “Uma alusão a sua qualidade anfíbia a quantidade de seres humanos existentes na terra comparada aos peixes no Mar”.(Título relacionado a Egun e não a Ogun como muitos erradamenteafirmam )
Ìyàmì-Iyemowo = Poderosa Mãe que é o dinheiro próprio de suas filhas (búzios). “uma alusão a grande quantidade de búzios que utiliza em suas roupas” (Título que é cultivado no culto de Orisanlá).
Ìyàmì-Omolu = Poderosa Mãe a filha sagrada de Deus. (Título que é cultivado ao lado de Obaluwaiye)
Ìyàmì-Omolulu = Poderosa Mãe rainha das formigas. “Uma referência aoofato de este associado ao subsolo (Título que também é cultuada noculto de Obaluwaiye).
Ìyàmì-Ori ou Iya-Ori = Poderosa Mãe das Cabeças. “Uma alusão ao fato está relacionada aos rituais de sacrifício animal sobre uma cabeça”. (Título que também é cultivado nos ritos de Bori).
Ìyàmì-Buruku = Poderosa Mãe Antiga. Uma referência ao planeta na sua antigüidade existencial.
Ìyàmì-Agba = Poderosa Mãe ancestral associada ao poder feminino.
Ìyàmì – Ako = Poderosaqueé o Título referente ao 3odia da lua cheia e seu culto exatamente na sociedade das Geledes.
Ìyàmì-Ayala = Poderosa Mãe esposa daquela é o Céu. “Umareferência ao fato da Terra ser coberta pelo Céu o próprioOorisanla”.
Ìyàmi Onilé = Poderosa Mãe proprietária da Terra. “Título referente à reverência e aos rituais realizados dentro da terra”.
Outra referência é ao fato de ser o lugar mais próprio de se cultivar toda classe de
espíritos, na qual Ela é a grande apaziguadora desses espíritos ou forças rebeldes. Uma única função de tranqüilizar, apaziguar ou neutralizar qualquer tipo de força oculta. Òdu-Logboje = Cabaça Existencial no Universo. Uma referência ao planeta Terra. Ìyàmì-N’la = Poderosa grande Mãe. Uma referência ao planeta Terra.
Ìyàmì-N’la = Poderosa grande Mãe. Uma referência ao planeta Terra. referência a grandeza do planeta Terra e seu culto elementar. Título que plagia o título de Orisa’nlà = Poderosa Mãe canalizadora das energias nos ritos tradicionais . Ìyàmì-Ako = Nome de Ìyàmì dentro da sociedade Gelede, título que assume o posto de primeira Dama desta sociedade.
Ìyàmì- Egeleju = Poderosa Mãe dos olhos delicados.
Ìyàmì-Eleje = Poderosa Mãe proprietária do fluxo da vida (sangue).
Ìyàmì-Oru-Alé = Poderosa Mãe da madrugada ou Noite.
Ìyàmì-Oga Igi = Poderosa Mãe que faz o alto das árvores do trono. Uma referência ao fato dos Pássaros enterrados no cume das grandes árvores.
Ìyàmì-Ilunjó = Poderosa Mãe que dança o ritmo da morte. Uma referência aos ritmos tocados para Ogum “Aquele que dança o ritmo da morte”.
Ìyàmì-Elesenu = Poderosa Mãe Proprietária de todos os órgãos internos (vísceras).
Ìyàmì-Apaki = Poderosa Mãe que mata. Uma referência ao fato que não resultará da vida acontece a morte.
Ìyàmì-Naré = Poderosa que o próprio ventre.
Ìyàmì-Araiye = Poderosa Mãe que controla todos os espíritos da Terra (encarnados e desencarnados).
Ìyàmì-Koko = Poderosa Mãe Anciã. Uma referência à antiguidade do planeta.
Ìyàmì-Kekere = Poderosa Mãe pequena do universo. Uma referência aoofato de Iyami é uma administradora da vida no planta auxiliando Olodunmare (Deus).
Ìyàmì-Olotojú = Poderosa Mãe que espia o alto. Uma referência ao fato dos pássaros pairam no Ar e observam tudo de cima.
Ìyàmì-Arajado = Poderosa Mãe que olha para o Céu. Uma referência ao fato da Terra esta coberta pelo Céu.
Ìyàmì-Oloriyàmi = Poderosa Mãe proprietária das águas. Uma referência às Mares e à água do útero.
Ìyàmì-Mase malè (Abrev.: Iyamase malè) = Poderosa mãe que não permite
o mal chegar na noite… Uma alusão às noites em que sobrevoa na sua
forma de pássaro, nos lugares em que é invocado e reverenciado com
louvores e saudações. Título é muito reverenciado nas rodas de
Sango (Egungun) quando e enquanto dançam na volta da fogueira ao ar
livre, fato surpreendente ao poder sobrenatural que possibilita Sàngó
como o grande Egungun (ancestral) voltar à Terra possuindo seus
Eleguns durante as festividades.
Itans:
ORÚNMILÁ CALMA AS ÌYÀMÍ ÒSÒRÒNGÀ
Chegando ao mundo, os filhos das pessoas e os filhos das Eleye brigam; os primeiros sendo perseguidos pelos segundos. Os filhos das pessoas vão pedir portecão a diversos Òrìsà sucessivamente. Nim Òrìsànlá, nem Sàngó, nem Oiá ou Obá têm força suficiente para lutar contra Ìyàmí-eleye. Eles pedem a Orúnmilá para os observar. Este conhece graças a Èsù, os segredos de Ìyàmí-eleye. Ele sabe que, chegando ao mundo, eles vão beber água em sete rios cujos nomes ele conhece.
Tendo consultado, ele fez as oferendas prescritas de folhas de ojúsájú, óyoyó, àánú, e agogo ògún, mel, uma pena de papagaio, giz (efún) e pô vermelho (osûn).
Assim protegido, ele é capaz de enfrentar ìyàmí, pois as oferendas intercedem a seu favor; uma folha de óyoyó declara que ìyàmí está satisfeito (yonú) com ele; e de ojúsájú que ela respeita (sájú) …
Ìyàmí-eleye está satisfeito. Entretanto impôe uma condição antes de dar seu perdão: Orùnmilá deverá descifrar um enigma que o será apresentado. Ele deverá adivinhar o significado da frase: “Elas dizem: atirar; Orúnmilá diz apanhar”, e isto sete vezes. Orúnmilá responde que eles vão atirar ovo sete vezes e ele deverá apanha-lo dentro da borra do algodão. Orúnmilá é entâo perdoado e os filhos das pessoas também. A história termina com um canto no qual Orúnmilá revela o segredo dos sete rios; das quatro folhas, do mal, da pena de papagaio, e dos postos vermelhos e brancos. Ìyàmí satisfeito diz a Orunmilá que ele permanecerá velho, que se tiver necessidade de sua ajuda bastará cantar aquela canção, fazendo também as mesmas oferendas; onde quer que seja o lugar que ele se encontre, os sete céus de cima; os sete Zeus de baixo, ou em qualquer dos quatro cantos do mundo seu desejo será atendido. (“Grandeur et décadence do culte de Ìyàmí Òsòròngà, Journal de la Societé des Africanistes, tomo XXXV, f. I Prís, 1965)
sangue interior
coração e do sangue do fígado.
interior
e do sangue do fígado.
terra cobre-se de fungos,
velha.
terra cobre-se de fungos,
velha
tiko fe ki hun ká dùn.
òto-lú.
continua a caminhar sobriamente.
de sangue,
surpresa para que não resmungue a sua volta atormentando-a.
hoje e irá bater à porta.
perplexa ÌYÁMI, saudções!
chamado de Aroni (espírito da floresta)
ìyámi, a Dona da floresta.
alto do céu.
qualquer tempo.
possui o brilho da espada.
sua origem e disparar sua arma.
Odabo!
JOGO DE BÚZIOS ;
Sigilo absoluto!!
Babalorixa Ricardo de Laalu.
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