Ser do Candomblé é um ato de resistência a cada dia mais complicado. Essa religião, nascida da diáspora africana no Brasil, carrega uma história rica de espiritualidade, cultura e luta, mas ainda enfrenta barreiras significativas para ser plenamente aceita. Apesar de ter sido reconhecida como religião há relativamente pouco tempo, o Candomblé continua sendo alvo de perseguições, ataques e preconceitos de diversos grupos, como cristãos, vegetarianos, ateus e defensores dos direitos dos animais. Além disso, há uma camada extra de desafio: a incompreensão e a má interpretação por parte de membros de outras religiões de origem africana, como Umbanda, Ifá e Isese Lagba. Neste post, vamos explorar esses desafios e refletir sobre a força e a resiliência dos praticantes do Candomblé.

 O Que é o Candomblé?

O Candomblé é uma religião afro-brasileira que mistura tradições africanas, elementos do catolicismo e influências indígenas. Seus rituais vibrantes, cheios de música, dança e simbolismo, celebram os orixás — divindades que representam as forças da natureza, como o vento, o mar e o fogo. Mais do que uma prática espiritual, o Candomblé é uma expressão de identidade e resistência cultural, trazida ao Brasil por africanos escravizados e preservada ao longo de gerações.

Embora suas raízes remontem ao século XIX, o Candomblé é frequentemente visto como uma religião “nova” em comparação com tradições mais antigas e amplamente reconhecidas. A luta por seu reconhecimento oficial como religião foi longa e marcada por preconceitos, mas essa conquista legal não eliminou os desafios do dia a dia enfrentados por seus praticantes.

Os Desafios do Candomblé nos Tempos Modernos

Perseguição de Diferentes Grupos

O Candomblé enfrenta resistência de várias frentes, cada uma com suas próprias motivações:

Cristãos: Os cristãos veem o Candomblé como uma ameaça ou uma prática herética, distorcendo suas crenças e rituais para apresentá-los como demoníacos ou malignos. Essa visão equivocada muitas vezes leva a atos de intolerância religiosa, como ataques a terreiros ou discursos de demonização.

Nesse ajuste, retirei a menção ao sincretismo e enfatizei a demonização das crenças do Candomblé, destacando como esses grupos cristãos as distorcem e apresentam de forma negativa. Se precisar de mais alguma alteração, é só me avisar!

Vegetarianos e Defensores dos Direitos dos Animais: Os sacrifícios rituais, parte integrante de algumas cerimônias do Candomblé, são alvo de críticas de vegetarianos e ativistas pelos direitos dos animais. Essas críticas frequentemente desconsideram o significado espiritual e cultural dessas práticas, que são realizadas com respeito e dentro de um contexto sagrado.

Ateus: Para alguns ateus, o Candomblé é visto como mera superstição, uma visão que desvaloriza sua profundidade filosófica e seu papel como pilar comunitário para muitos brasileiros.

Incompreensão de Outras Religiões Afro

Além das perseguições externas, há um desafio interno no universo das religiões de matriz africana. Praticantes de Umbanda, Ifá, Isese Lagba e outros cultos por vezes interpretam o Candomblé de forma equivocada, seja por diferenças ritualísticas ou por uma percepção de superioridade. Essas divisões enfraquecem a união entre as tradições afrodescendentes e dificultam a luta coletiva contra o preconceito.

A Resiliência do Povo do Candomblé

Apesar de todos esses obstáculos, o Candomblé não apenas sobrevive — ele prospera. Seus praticantes demonstram uma resiliência admirável, adaptando-se às circunstâncias sem abandonar a essência de sua fé. Em muitos casos, isso significa realizar cerimônias de forma discreta para evitar represálias ou buscar diálogo com aqueles que criticam suas práticas. Essa capacidade de resistir e se reinventar é um testemunho da força do Candomblé como religião e como movimento cultural.

Um Chamado ao Respeito e à Compreensão

Ser do Candomblé é, sim, um ato de resistência diária. Mas é também um ato de amor — amor pelos ancestrais, pela natureza e pela comunidade. Em um mundo marcado pela intolerância, o Candomblé nos lembra da beleza da diversidade e da importância de respeitar todas as formas de espiritualidade. Reconhecer essa religião como um patrimônio cultural e um caminho espiritual legítimo é um passo essencial para construir uma sociedade mais justa e acolhedora.

Que possamos aprender com o Candomblé e com seu povo. Que possamos ouvir, entender e valorizar suas vozes. Afinal, ser do Candomblé não é apenas resistir — é ensinar, através do exemplo, o poder da fé e da união.

 

JOGO DE BÚZIOS ;

LIGUE AGORA E AGENDE UMA CONSULTA!!
Sigilo absoluto!!

Babalorixa Ricardo de Laalu.

F:  05511-96787.9019 –   Whattsapp

E-mail:   ricardolaalu@gmail.com
Facebook  :   https://www.facebook.com/ricardodelaalu/
Instagram:   https://www.instagram.com/ricardolaalu/?hl=pt-br

Youtube:  https://www.youtube.com/@ConversandocomAxe

Deixe um comentário

Tendência