Òṣumarẹ́ na África é a cobra-arco-íris em nagô, é a mobilidade, a atividade, uma de suas funções é a de dirigir as forças que dirigem o movimento. Ele é o senhor de tudo que está junto. O cordão umbilical que está sob o seu controle, é enterrado, geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore.

Ele representa também a  riqueza  e  a fortuna , um dos benefícios mais apreciados no mundo dos iorubás. Em alguns pontos se confunde com o Vodun Dan da região dos Mahi.

É o símbolo da continuidade e da permanência, algumas vezes, é representado por uma serpente que morde a própria cauda. Òsùmàrè é um orixá completamente masculino, porém algumas pessoas acreditam que ele é macho e fêmea, porém o orixá feminino que se iguala a Oxumarê é Ewá sua irmã gêmea que tem domínios parecidos com o dele. Inscreva-se na volta da terra para impedi-la de se desagregar. Rege o princípio da multiplicidade da vida, transcurso de múltiplos e variados destinos.

De múltiplas funções, diz-se que é um servidor de Xangô, que seria encarregado de levar as águas da chuva de volta para as nuvens além do arco-íris.

É o segundo filho de Nanã, irmão de  Osanyin, Ewá e Obaluayê, que são vinculados ao mistério da morte e do renascimento. Seus filhos usam colares de búzios entrelaçados formando como escamas de uma serpente que tem o nome de  Brajá , usam também o Lagdigbá como Nanã e Omolu.

Seu culto provém de território Yewe, foi atingido o seu auge no século XIX, no culto africano ( religião africana ) foi perdido devido aos poucos que têm seus segredos. Diz-se que ajudou a curar a cegueira de  Olodumare , quando ofereceu residir no Orun (Céu).

No  Brasil , as pessoas celebradas em Oṣumarẹ́  usam colares (fio-de-contas) de missangas ou contas de vidro amarelos e verdes; a terça-feira é o dia da semana em que ele está consagrado. Seus iniciados usam  Brajá  – longos colares de búzios, enfiados de maneira a parecer escamas de serpente. Quando dançam levam nas mãos pequenas serpentes de metal, apontem o indicador dedo para o céu e para a terra, num movimento alternado.

Sua nação é o Jeje, onde é considerada como Dan, e teve como rei dos povos Djedje (jeje) é uma palavra de origem yorubá que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis do Daomé e seu exército.

Na nação Jeje, sua cor é o amarelo e preto de miçangas rajadas. Já no Ketu, suas cores são o verde e o amarelo intercaladas. Porém esses núcleos definem apenas o fio-de-contas, pois todos os núcleos do arco-íris lhe pertencem.

Dizem que Oxumaré seria homem e mulher, mas, na verdade, este é mais um ciclo que ele representa: o ciclo da vida, pois o particular entre masculino e feminino é que a vida se perpetua. Oṣumarẹ́  é um Orixá masculino.

Sua nação é o Jeje, onde é considerada como Dan, e teve como rei dos povos Djedje (jeje) é uma palavra de origem yorubá que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis do Daomé e seu exército.

Na nação Jeje, sua cor é o amarelo e preto de miçangas rajadas. Já no Ketu, suas cores são o verde e o amarelo intercaladas. Porém esses núcleos definem apenas o fio-de-contas, pois todos os núcleos do arco-íris lhe pertencem.

Suas ofertas são feitas de patos, feijão, milho e camarões cozidos no azeite de dendê.

DIA:  Terça-feira

CORES:  Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris

SÍMBOLOS:  Ebiri, serpente, círculo, bradjá.

ELEMENTOS:  Céu e terra

DOMÍNIOS:  Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.

SAUDAÇÃO:  A Run Boboi!!!

Folhas mais usadas:  Ìróko ,Folha de Ìróko Monan, Parietária, brotozinhoBala, TaiobaJamin, CajáAberê-ejó, Pente de Òsúmarè Aferê, Mutamba Obô Rama de leiteExibatá, Golfo redondo do monamJacomijé JarrinhaTinim , Folha da neve branca, cana-de-brejo, Peculé, Mariazinha, Tolu-tolu, Papinho-de-perú, bananeira, batata doce, erva de passarinho, erva andorinha, língua de galinha, maria preta, quiabo, tomate e maçã.

 

Hungebè : Entre os Fondo Benim, existe o hunjevé , que é um colar de miçangas vermelhas normalmente de 12 fios, usado pelos vodunsis dos “vodunsvermelhos”, ou hunvé , tais comoHeviossô,DaneLokoem determinadas regiões, ehenu-voduncomoAgassu, Adjahutó, Bosikpon, Sava, Ohwee, Kpentinkon e outros.

No Brasil pode ser chamado de hunjevé, humjébe ou humjebê, é composto de um único fio de miçangas na cor de ferrugem (entre o vermelho e marrom) intercaladas com contas de coral.

É entregue ao vodunsi (rodante, que entra em transe) do candomblé Jeje nas obrigações de sete anos “odu ejé” quando ele passa a ser um sacerdote na entrega do oyê. Somente os vodunsis têm o direito de usá-lo, em determinadas casas é vetado o uso para ogans e ekedis.

 

Características dos filhos de Osùmarê
Seus filhos, assim como conta a lenda de Osùmarê, em sua maioria no início passam por muitas dificuldades, quase miseráveis, porém mais tarde, dando uma grande volta em seu caminho, se tornando ricos, poderosos, e muitas vezes orgulhosos. São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mude tudo na sua vida (de maneira radical): mude de casa, de amigos, de religião, de emprego; Vive rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes. São magras. Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar, mas ‘não enxergam’. São pessoas que se prendem a valores e máquinas ostentam suas riquezas; São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém.

Extremamente ativos e ágeis, estão sempre em movimento e ação, não podem parar. São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objetivos e não medem sacrifícios para alcançá-los. A dualidade do orixá também se manifesta em seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo a outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o vinho, assim como Osùmaré, o Grande Deus do Movimento.

 

Qualidades (epítetos) de Òṣumarẹ́:

Dan – Corresponde ao nome Jeje de Osùmaré e, no Alakétu, constitui uma qualidade deste último: é a cobra que participou da criação. É uma qualidade benéfica, ligada à chuva, à fertilidade e à abundância; gosta de ovos e de azeite de dendê. Como tipo humano, é generoso e até perdulário.


Dangbé – É um Osùmaré mais velho que seria o pai de Dan; governa os movimentos dos astros. Menos agitados que Dan, possui uma grande intuição e pode ser um adivinho esperto.


Becém – Dono do terreiro do Bogun, veste-se de branco e leva uma espada. Becém é um guerreiro nobre e generoso, um tipo ambicioso, combativo de Osùmaré, menos afetado e menos superficial que Dan. Aido Wedo, também é uma qualidade de Osumaré conhecida no Bogun.


Azaunodor – É o príncipe de branco que reside no Baobá, relacionado com os antepassados; como frutas e “leva tudo de dois”.

Frekuen – É Osùmaré, representado pela Serpente mais venenosa. O Osùmaré é geralmente representado pelo Arco-Íris.

Outros nomes de lugares e regiões que dão nome a Òsùmàrè:

Akemin, Botibonan, Besserin, Dakemin, Bafun de DEKÁ, Makor, Arrolo, Danbale, Foken, Darrame, Araka, Averecy, Akoledura e Bakilá, KaforiDan.             

Dangbe,Alawe,Odan,Danjegbe,Danjósonú,Danjí,Flé̀kwén ou Kwénkwén,Tókwén, Dokwén, Danko, Danjíkú, Aflónnótó, Gbafonnú, Déká,Akídán ou Agídan, Alókpe,Bosukó, Bosálagbé, Dan Xwevé, DanAkású, Dan Jasú, Sodán, Dan Wékénó, Dan Jìkun.

 

Itan (lenda):

Oṣumarẹ́ era, antigamente, um adivinho (babalaô). Ó adivinho do rei Oni. Sua única ocupação era ir ao palácio real no dia do segredo; dia que dá início à semana, de quatro dias, dos iorubás. O rei Oni não era um rei generoso. Ele dava apenas, a cada semana, uma quantidade irrisória a Oxumaré que, por essa razão vivia na miséria com sua família.
O pai de Osùmaré tinha um belo apelido. Chamavam-no “o proprietário do chalé de núcleos”. Mas tal como seu filho, ele não tinha poder. As pessoas da cidade não respeitavam. Osùmaré, magoado por esta triste situação, consultou Ifá. “como tornar-me rico, respeitado, conhecido e admirado por todos?” Ifá o aconselhou a fazer ofertas. Ele disse-lhe que oferecesse uma faca de bronze, quatro pombos e quatro sacos de búzios da costa.
No momento em que Osùmaré fez estas oferendas, o rei mandou chamá-lo. Osùmaré respondeu: “Pois não, chegarei tão logo tenha feito a cerimônia.” O rei, irritado pela espera, humilhou Osùmaré, recriminou-o e negligenciou, até, a remessa de seus pagamentos habituais. Entretanto, voltando para sua casa, Oxumaré recebeu um recado: Olokum, a rainha de um país vizinho, desejava consultá-lo a respeito de seu filho que estava doente. Ele não poderia manter-se de pé. Caía, rolava no chão e queimava-se nas cinzas do fogareiro.
Oxumaré foi à corte da rainha Olokum e consultou Ifá para ela. Todas as doenças da criança foram curadas. Olokum, encantado por este resultado, recompensou Oxumaré. Ela ofereceu-lhe uma roupa azul, feita de rico tecido. Ela deu-lhe muitas riquezas, servidores e um cavalo, sobre o qual Oxumaré retornou à sua casa em grande estilo. Um escravo fazia rodopiar um guarda sol sobre sua cabeça e músicoa cantava seus louvores.

Oṣumarẹ́ foi, assim, saudar o rei. O rei Oni ficou surpreso e disse-lhe: “Oh! De onde vieste? De onde sairam todas estas riquezas?” Oxumaré respondeu-lhe que a rainha Olokum o havia consultado. “Ah! Foi então Olokum que fez tudo isso por você!” Estimulado pela rivalidade, o rei Oni ofereceu a Oxumaré uma roupa do mais belo vermelho, acompanhada de muitos outros presentes. Oxumaré tornou-se, assim, rico e respeitado. Oxumaré, entretanto, não era amigo de Chuvá. Quando Chuva se reunia às nuvens, Oxumaré agitava sua faca de bronze e a apontava em direção ao céu, como se riscasse de um lado a outro. O arco-íris aparecia e Chuva fuga. Todos gritaram: “Oxumaré apareceu!” Oxumaré tornou-se, assim, muito célebre. Nesta, Olodumaré, o deus supremo, aquele que estende a esteira real em casa e caminha na chuva, começou a sofrer da vista e nada mais enxergava. Ele mandou chamar Oxumaré e o mal dos seus olhos foram curados. Depois disso, Olodumaré não deixou mais que Oxumaré retornasse à Terra. Desde esse dia, é no céu que ele mora e só tem permissão para visitar a Terra a cada três anos. É durante estes anos que as pessoas se tornam ricas e prósperas.”

 

Irmão gêmeo de Ewá e tendo como irmãos mais velhos Osayin e Obaluaê – todos filhos de Nanã – Osùmaré sempre foi franzino, mas dotado de grande inteligência e capacidade. Um dia frente a frente com OLOKUM, mãe de Yemonjá, perguntou-lhe como poderia achar pedras preciosas.  Osùmaré pensou e respondeu: – Senhora dos Oceanos, é preciso que faça um investimento, me dando seis mil búzios (moeda corrente)”. “Sim respondeu, Olokum”. Osùmaré mencionou para a própria casa de Olokum, o mar, explicando-lhe que nas partes rasas poderia encontrar o que procurava. Olokum ficou tão feliz que à ele, além dos seis mil búzios, a capacidade de transformar-se em serpente e poder , com a ponta do rabo tocar a terra e com a cabeça tocar o céu. Com tal poder Osùmaré transformou-se em serpente esticou-se até a terra de Olorum, no céu e com os seus seis mil búzios falou ao criador: -“Pai cheguei até o Senhor. Tive de esticar-me demais para pedir-lhe ajuda, para fazer de mim aquele que tem capacidade de dobrar tudo que tem”. E Olorum dobrou o número de búzios de seis para doze mil. Daí pra frente Oxumaré passou a ser consultado sobre os grandes negócios. Sangô fez dele seu consultor e grande conselheiro, aumentando sua riqueza de Deus do Trovão, ao mesmo tempo que a do próprio Osùmaré. Este poder até se transformar em serpente e ir o céu deu origem a um Oriki (Poema) muito bonito: “Osù maré egó bejirin fonná diwó – O Arco -Íris que se desloca com a chuva e guarda o fogo no punho!

 

Oriki:

Oṣumarẹ́ A Gbe Orun Li Apa Ira

Ile Libi Jin Ojo  O Pon Iyun Pon Nana

 O Fi Oro Kan Idawo Luku Wo 

O Se Li Oju Oba Ne  Oluwo Li Awa Rese Mesi 

Eko Ajaya  Baba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki  A Pupo Bi Orun

 Olobi Awa Je Kan Yo 

O De Igbo Kùn Bi Ojo Okó Ijoku Igbo Elu 

Ko Li Égùn Okó Ijoku Dudu Oju EA Fi Wo Ran

 

Oxumare ele permanece no Céu que faz a chuva cair na terra
Ele busca os corais, ele busca as contas nana
Com uma palavra ele examina Luku
Ele faz isso perante seu rei
Chefe a quem adoramos
O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida
Ele é vasto como o céu
Senhor do Obi, basta a gente comer um deles para ficar satisfeitos
Ele chega à floresta e faz barulho como se fosse a chuva
Esposo de Ijo, a mata de anil não tem espinhos
Esposo de Ijoku, que observa as coisas com seus olhos negros
Osumare permanece no Céu que ele atravessa com o braço
Axè!!

Ò dábò!

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Babalorixa Ricardo de Laalu.

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