Orixá africano, também conhecido como: Exu,  È ù , Eshu, Bara, I barabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. 

Algumas cidades onde se cultua o Èṣù  são : Ondo, Ile sa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.

Èṣù  é um orixá muito importante e foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun , com a mesma matéria que seria usada, mais tarde, para a criação da Terra e das criaturas. Nasceu para ser um comunicador, fazendo a ligação entre todos os orixás e os seres criados.
Esu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra  Èṣù  em yorubá significa “esfera”  , na verdade, Èsù é o orixá do movimento.

Ele é quem deve receber as ofertas em primeiro lugar a fim de garantir que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.

Na África na época das colonizações, o  Èṣù  foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.

Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do Mal. Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou mesmas entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruínas como fazem as religiões cristãs , estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba , bem como no candomblé cada um das entidades (Orixás) tem sua posição positiva e negativa assim como o próprio ser humano.

De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades profundas entre pessoas que estão em falta com ele.
No entanto, como tudo no universo, possui de um modo geral dois lados, ou seja: positivo e negativo. Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.
Conta-se na Nigéria que Esù teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.
A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.
Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é o cargo denominado de Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa “chefe de uma missão”, pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei.

Èsù praticamente não possui ewós ou quizilas. Aceita quase tudo o que lhe oferece.
Os iorubás cultuam Esù em um pedaço de pedra porosa chamado Yangi , ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feitos de búzios. Ou ainda representa Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequenas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra utilizados de forma bem precisa, em seus trabalhos.
Esù tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provocam mal-entendidos e discussões entre elas e preparam-lhes inúmeras armadilhas.
Diz um orìkì que: “Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame”.
E assim é Esù, o orixá que faz: O erro virar acerto e o acerto virar erro.
Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, através de uma artimanha, conseguiu ser o Rei da região, tornando-se um dos Reis de Ketu . Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil, o reverenciam também com este nome.
Todos os assentamentos de Esù possuem elementos ligados às suas atividades. Várias atividades que o fazem estar em todos os lugares: a terra, o pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Todos depositados como elemento de força estão diante dos pedidos.
Como Orixá, diz-se que ele veio ao mundo com um porrete chamado, Ogò, que teria a propriedade de transportá-lo, em algumas horas a centenas de milhas e consequências, por poder magnético, objetos situados em distâncias igualmente grandes.

DIA:  Segunda-feira.

CORES:  Preto (ou seja, a fusão das cores primárias), Laranja e vermelho.

SÍMBOLOS : Ogó de forma fálica, falo erecto.

ELEMENTOS:  Terra e fogo.

DOMÍNIOS  Sexo, corrente sanguínea magia, união, comunicação, poder e transformação.

 

Folhas mais usadas para Esù   – Cansanção,Limoeiro,Guiné,Arueira, urtiga, tinhorão roxo, barba do diabo, garra do diabo, comigo-ninguém-pode, fedegoso, figueira preta, cactos de todas as qualidades, abranda fogo, jamelão, jurubeba, avinagreira e arrebenta cavalo.

As funções de Esú são muitas, e todas de extrema importância para o equilíbrio do universo, como, por exemplo, estabelecer a comunicação entre nós, seres humanos, e o Orisa da organização e civilização, e o Orisa que revela a verdade Esú não mente e o nosso orixá ou protetor particular. Todos nós temos um Esú, que é individualizado, com suas formas, ou características bem definidas.
Uma característica marcante de Esú é ser o detentor e o transmissor da fertilidade e da fecundação. Esse orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos de reprodução. Nas diversas formas de representar esse orixá, como estátuas e ferramentas, vemos em destaque a genitália masculina e feminina. Algumas esculturas de Esú exibem uma forma fálica   no alto de sua cabeça. isso, longe de ser obsceno, é uma forma de obter a fertilidade extrema de Èsù.

TITULOS ( epítetos)  de  Èṣù :

 

ELEGÂNCIA

É o mesmo È YANGI, também chamado de IGBÁKETA BARAKETU OBÁ. É o mais velho, a primeira forma a surgir no mundo. É o dono do poder dinâmico do processo da multiplicação dos seres. Está ligado tanto ao ancestral masculino como ao feminino. Carrega o ADOIYRAN, cabaça que contém a força de se propagar. Esta cabaça vai no assentamento. É companheiro, inseparável, de ÒGÚN, a ponto de serem confundidos. Veste o branco, vermelho e o azul escuro. Venham bichos machos e fêmeas.

YGELU

Associado ao WÁJÌ, que representa o fruto da terra e por extensão o mistério do processo oculto da vida e da multiplicação. Dêle é o caracol africano. Veste o azul arroxeado. Às vezes aparece vestido de preto.

LAALU

È dos Caminhos de ÒÒ SÀÀLÀ (Obatalá). Não deve beber cachaça nem dendê. Veste-se de branco. Vem, também, para outros Òrixás. Tem muitos filhos.

YNÁ

É invocado no PADÊ. É associado ao fogo e representa a força. É simbolizado pelo EGAN (gorrinho em forma de cone), pelo pássaro e pelo ÌKÓODÍDE, pena vermelha do papagaio ODÍDE.

– ELEBÓ ou ELERU

É o senhor das ofertas, o portador e o mensageiro. É sempre o primeiro a ser invocado. Veste o preto e o vermelho. É o dono do dendê. É êle que carrega o dendê na peneira.

ODARA

É invocado no PADE. Providencia a comida e a bebida de todos. É benéfico, não gosta de bebida alcoólica, aprecia mel e vinho, gosta de branco, mas usa vermelho e preto. Êle nos dá fortuna.

– LONA

É o È das porteiras dos barracões, vigia os caminhos. Traz os clientes e a fartura. Usa vermelho, preto e azul arroxeado.

OLOBÉ

Este È é o dono da faca. É êle que separa as frações de matéria para formar outras seres diferentes. É muito parecido com ÒGÚN  S OROQUE, anda pelas madrugadas, sempre procurando os profanadores de ofertas postas nas encruzilhadas. Sua cor é azul arroxeado. Êle é o A S OGUN e sacerdote, sacrificador da sociedade das ÌYÁMI ÀJÉ.

– ALAKETU

É o È do dinheiro, veste branco, vermelho e azul.

ENÚGBANIJO

É o dono da boca, aquêle que fala e traz as respostas.

AKESAN

É o que fala pelos búzios.

LARÓYÈ

É astuto e provoca brigas

– SIGIDI

Provocador de brigas.

 

Eṣù acompanha vários Orixás.

Eṣù Akesan: acompanha Oxumaré, Xangô, etc. 

Esù Jelu ou Ijelu: acompanha Oṣolufun. 

Eṣù Ína: responsável pela cerimónia do Ipade regulamentando o ritual . 

Esù Ònan: acompanha Oxun, Oyá, Ogum, responsável pela porteira do Ketu. 

Eṣù Ajonan : tinha o seu culto forte na antiga região de Ijesa.

Esù Làalú: acompanha Odé, Ogum, Oxalá, etc. 

Esù Igbárábò:  acompanha Yemanjá, Xangô, etc.

Esù Tìrírí: acompanha Ogum 

Esù Fokí ou Bàra Tòkí: acompanha Oyá e vários orixás 

Esù Lajìkí ou Bára Lajìkí: acompanha Ogun, Oyá e as porteiras. 

Esù Sìjídì: acompanha Omolú, Nanã, etc. 

Esù Langìrí: um companheiro Osogiyan 

Esù Álè: acompanha Omolú 

Esù Àlákètú: acompanha Oxóssi 

Esù Òrò:  acompanha Odé, Logun

Esù Tòpá/Eruè: acompanha Ossayin 

Esù Aríjídì: acompanha Oxun 

Esù Asana : acompanha Oxun

Esù L’Okè: acompanha Obá 

Esù Ijedé: acompanha Login 

Esù Jinà: acompanha Oxumaré 

Esù Íjenà: acompanha Ewá 

Esù Jeresú: acompanha Obaluaiye 

Esù Irokô: acompanha Iroko 

Ipadê de Èṣù:

padê  é uma cerimônia do candomblé e de religiões de origem ou influência afro-brasileira, na qual se oferece a Esù, antes do início das cerimônias públicas ou privadas, alimentos e bebidas votivas,  animais sacrificados  etc., na intenção de que não perturbe os trabalhos com seu lado brincalhão e que agencie a boa vontade dos orixás que serão invocados no culto.

O padê é celebrado por  Iyamorô  que é auxiliado por duas das filhas-de-santo mais antigas da casa, a dagã e a sidagã, ao som de cânticos em língua africana, cantados sob a direção da iyá têbêxê e sob o controle do babalorixá ou iyalorixá, diante de uma quartinha com água e um alguidá contendo o alimento de Exu, um outro recipiente com o alimento favorito das origens. Embora o padê se dirija antes de tudo a Exu, comporta também obrigatoriamente uma cântiga aos mortos (Essá) ou para os antepassados ​​do candomblé, alguns dentre eles sendo mesmo designados por suas cargas sacerdotais. A quartinha, o recipiente e o alguidá serão levados para fora do barracão onde se revelará o conjunto de cerimônias. Sendo um dos primeiros rituais executados, tem como objetivo principal retirar o Ajé (Energias negativas) e reverenciar os ancestrais, Eguns, Egunguns, Baba Eguns, em especial as grandes mães Yamins, Oshoronga, Opaoka e Aje Shaluga. Este ritual tem como participante ativo os Yagans, Yamoros, ajemudas e Kirijebos que são cargas específicas para a proteção espiritual do terreiro. A festa propriamente dita pode então ter começo.


Na concepção africana, a fertilidade é importantíssima, não só para a procriação, mas em todos os planos da existência, como na agricultura, por exemplo. A fertilidade existente no ser humano possibilita seu desenvolvimento físico e mental, estimulando sua criatividade e poder realizado.

Um outro aspecto de Esú é a expansão constante e infinita, que se traduz na própria evolução dos seres vivos, do planeta e do universo. Por esse motivo, a espiral é sua melhor representação.

Lendas:
Todos os orixás possuem muitas lendas, passadas de boca em boca durante milhares de anos. Citamos aqui duas lendas referentes a exú/bará:

Eu-Uma mulher que esqueceu de alimentar Esù. Se encontra no mercado vendendo seus produtos. Esú põe fogo em sua casa, ela corre pra lá, abandonando seu negócio. A mulher chega tarde, a casa está queimada e, durante esse tempo, um ladrão levou suas mercadorias.
Nada disso teria acontecido – se tivesse feito a exú as oferendas e os sacrifícios habituais ou em primeiro lugar.

II- Havia dois vizinhos muito amigos que não davam oferendas a Esù. Esù pôs na cabeça um gorro que era vermelho de um lado e branco do outro. Em seguida, passou calmamente pelo caminho que dividia as terras dos dois vizinhos, cumprimentando-os amavelmente. Quando ele se separou, um dos vizinhos disse ao outro: “- Quem será este senhor de gorro branco?” E o outro falou: “- Não, o gorro era vermelho!”  E ficaram discutindo se o gorro era vermelho ou branco, até que se pegaram e brigaram até se matar.
Sentido: Esù mostra a verdade se fossem amigos de verdade não mantidos se matados.

“EXU – O REI DOS REIS”
Odù Òtùpón- Meji
Ewé igbá, ní nfarajo igbá, ewe èmén, ni nfara jo èmén ròró á far jo gbòrò,
Bi ròròngbòdò bá so, a doríkidò, á máà wò isé Elédunmarè.
Oun lò dífá fun Esù Òdàrà, tó ní óun yóò je olóri igba Ir`|unmalè.
Ogum loba nílé aró,
Sàngó loba ní Kòso.
Oya loba ní irá,
Òòsà nla loba ganhou lóde ìráje Ogìrìan loba ganhou nílé ifè, Ifá ni olótù ganhou, nílé ifè, Ifá ni Esù Òdàrà. iro lò npa, won ni iboló má fi àwon oba sim, ti ó má ​​​​fi joba lórí won.
Won kó ejó ganhou o sódó Elèdunmarè, tí nse bábá fun won.
Elèdunmarè, ni Esù Òdàrà ni olori, awon Irunmalè ní àwon kó ní gbà.
Won ní ó Yá, ki won lojá, ni oríta méta ayé tòhum tòrun nígbà náà ni won yoo wa mo oba won wa fi ojo si èyìn ifàànì, Ogun ló kókó lo koju Esù Òdárà, Esù gbe Ogun, ó da a mólé,
Ogun bínú ó lo wolè sílè aró.
Ó ní eni más bo òún, kó ó lokó irin jo pèlú màriwò.
Sàngó tún si, ó lo koju Esù Òdàrà, Esù gbé Sàngó, ó sán an mòlé.
Sàngo olúkòso bínú, ó lo wolé ni kòso, ó ni eni bá má bo òún ki ó lo kó edun-àrá jo.
Òòsa nla tún loko Esù Òdàrà, Esù tun gbé ÒÒsa nla o da a mólé,
Òòsa nla lo wolè ni òde irànjé, Ò nì eni bá má bo òún, Kì ò lo sa ota, pèlù òpá òsoro Ki ó pòn omi arifohun.
Oya Òríríítún lo ko Esù Òdàrà Esù tún gbé Oya, ò dá a molé,
Oya bínú ó lo sa ota pèlù owó efòn.
OgÌrìyàn tún lo ko Esù Òdàrà, Esù tún gbé Ògiriyán ó dá a mólé, ó bínú ó lo wolé sí òritì èfòn ó ní bá máa bo òún, kó ní òpòlopò ota Esù sí ó lo bá Elèdunmaré.
Wípé, àwon tí já, òún Esù sì tí ja àjàségun ó ní kí Elédunmaré fun òún ni àse, wípé, òún olórí gbogbo awon Irúnmalè.
Elédunmaré foi divertido Esù Òdàrà látí látí foi joba gbogbo ganhou. Elédunmaré fun-un láse, wipé, Irunmalè tí kò bá fi tíré se, kò ní ri nnkan je.
Báyìí ni Esù se joba gbogbo àwon Irunmalè.

Tradução:
Folhas de igbá são sementes ao igbá, folhas de émén são as que se assemelham ao emen.
Folhas de roro são as que se assemelham ao gboro.
Quando a fruta rorongbodo nasce fica observando as obras divinas de Eledunmare.
São estes os seres místicos que adivinharam para Exu no dia em que ele afirmou ser o líder dos Orixás.
Ogum, rei da cidade de Aró, Xangô, rei de Kòso, Oyá, rainha de Irá,
Oxalá, rei de Irànjé, Ogiriyan (Oxaguian), rei de Òkìtì èfòn, Orunmilá, rei de Ifé.
Orunmilá desafiou Exu dizendo a ele que era mentira, que ele não poderia ser o líder dos Orixás. Perguntaram a Exu onde deixaria os Orixás que eram reis e como poderia proclamar a si mesmo o rei dos reis.
Reuniram-se todos e resolveram levar o caso a Eledunmare, lá chegando, Eledunmare confirmou que Exu é e sempre será o líder de todos os Orixas.
Os Orixás disseram que não o aceitariam como líder e que lutariam, um a um, contra Exu, na encruzilhada que ligava o Orun ao Aiye para decidir a liderança através dessas lutas. Combinaram o dia do início das contendas. O primeiro Orixa a enfrentar Exu foi Ogum. Exu, com sua sabedoria e força atirou Ogum ao chão. Envergonhado e irritado, Ogum retirou-se para Arò e mergulhou na terra. Antes de entrar na terra disse a seus amigos que quem desejasse cultuá-lo deveria juntar muito ferro e Màriwó.
O segundo a lutar contra Exu foi Xango. Exu, com sua sabedoria e força atirou Ogum ao chão. Envergonhado e irritado, Xango retirou-se para Arò e mergulhou na terra. Antes de entrar na terra disse a seus amigos que quem desejasse cultuá-lo deveria juntar muitos Edun-àrá.
A terceira a luta contra Exu foi Oxalá. Exu, com sua sabedoria e força atirou Ogum ao chão. Envergonhado e irritado, Ogum retirou-se para Arò e mergulhou na terra. Antes de entrar na terra disse a seus amigos que quem desejasse cultuá-lo deveria juntar óta, Òpa Òsoro e agua Àrìfohun.
O quarto Orixa a enfrentar Exu foi Oyá. Exu, com sua sabedoria e força atirou Oyá ao chão. Envergonhado e irritado, Oyá retirou-se para Arò e mergulhou na terra. Antes de entrar na terra disse a seus amigos que quem desejasse cultuá-lo deveria juntar Òta e chifre de búfalo.
O último Orixa a enfrentar Exu foi Ogiriyan. Exu, com sua sabedoria e força atirou Ogiriyan ao chão. Envergonhado e irritado, Ogiriyan retirou-se para Arò e mergulhou na terra. Antes de entrar na terra disse a seus amigos que quem desejasse cultuá-lo deveria juntar Óta.
Exu clamou-se e foi ao encontro de Eledunmare. Disse-lhe que havia lutado com outros Orixás para disputar a liderança e que vencera a todos, pediu então a Eledunmare que lhe entregasse o Axé para que fosse reconhecido como o líder dos Orixás.
Eledunmare, atendendo a seu pedido, entregou-lhe esse Axé para que fosse respeitado por todos eles; Disse ainda, que o Orixa que o desrespeitasse perderia o próprio Axé.
Assim Exu tornou-se o Rei dos Reis.

*Autor: Babalawo Fásolá Adéyanjú

Arquétipos: Os filhos de Esù possuem um caráter imprevisível ora são bravos, intrigantes e ficam muito contrariados, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros.
Não são aceitas derrotas, são melindrosas, de temperamento difícil. Se você tiver desentendimento com algum filho de Esú, espere que haja retorno.
Seus filhos precisam estar sempre em atividade para poderem liberar toda a energia que possuem.
Possuem muita tendência à espiritualidade; são fiéis fervorosos que esbanjam fé…

 

ORIKI  Èṣù

Èṣùòta òrìsà  .
Exú, orixá da pedra.
Osétùrá ni oruko bàbá mò ó.
Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai.
Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é,
Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin,
Exú Òdàrà, ó homem forte de ìdólófin,
O lé filhosó sí orí esè elésè
Exú, que inveja no pé dos outros.
Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì,
Que não vem e não permite a quem está comendo que engula o alimento.
A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò,
Quem tem dinheiro, reserva para Exú a sua parte,
A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò,
Quem tem felicidade, reserva para Exú a sua parte.
Asòntún se òsì láì ní ítijú,
Exú, que joga nos duas vezes sem constrangimento.
Èsù àpáta sómo olómo lénu,
Exú, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja.
O fi okúta dípò iyò.
Exú, que usa pedra em vez de sal.
Lóògemo òrun, a nla kálù,
Exú, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em todas as partes.
Pàápa-wàrá, a túká mais sà,
Exú, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderão juntar novamente,
Èsù mais se mí, omo elòmíràn ni o se.
Exú, não me manipule, manipule outra pessoa.

ORIKI:

Èṣù 
Iba Esù Odara
Esu Odara, inclino-me.
A Ba Ni Wa Oran Ba ​​​​O Ri Da
Ele procura briga com alguém e encontra o que fazer.
Ó San Sokoto Penpe Ti Nse Onibode Olorun
Ele veste uma calça pequena para ser guardião na porta de Deus.
Oba Ni Ile Ketu
Rei da terra de Ketu.
Alakesi Emeren Aji E Aji EM(u) Ògùn
Aquele a quem se convida e que, tão logo acorda, toma um remédio.
A Lun (se) Wa Se Ibini
Ele reforma Benin.
Laguna Jo Igbo Bi Orò
Laguna queima o mato como ouro.
Esù Foli Fò O Fi Ókò Fo Oju Anan Re
Esu arrebenta facilmente os olhos de seus sogros com uma pedra.
LA Nyan Hamana
Ele caminha movendo-se com altivez.
Ika Kò Boro Boro
O malfeitor não morre depressa.
Kò Là Kò Rà O Ba Ona Oja Ile Su
Ele faz com que no mercado nada se compre e nada se venda.
Agbo L Ara A Yaba Má Pa (Mo) Abemu
Agbo faz com que a mulher do rei não cubra a nudez de seu corpo.
O Se Firi Oko Ero Oja
Ele se torna rapidamente o senhor daqueles que passam pelo mercado.
Bara Fi Imu Fon Awon Sebi Okò LO Si
Quando Bara assoa o nariz, todo mundo acredita que o trem vai partir.
Ero Palemo Wara Wara
Os passageiros preparam-se rapidamente

Oriki: Èṣù  olá ìlú Òkírí òkò Èbìtà okùnrin 

A bá ni w’óràn B’a ‘o rí dá Olópa Olódùmarè lailai 

Ò sán sòkòtò pénpé Oníbodè Olórun 

Ò sun nílé fogo tì kùn Èsù ló jí Ògo kò jí Ebora tí n jé Látopa 

Ò bá elékún sunkún K’érù ó ba elékún Elékún n súnkún 

Láàróyè n sun èjè Láàróyè n fi gbogbo ara mí Bí àjére 

Èsù má se mí Omo elòmíràn ni o se Eni tí kò se ebo ni kí o se 

Èsù, que traz riqueza para a cidade E que também anda na fazenda Homem vigoroso Se tivermos problemas Pedimos a ele para resolver O eterno Olópa de Olódùmarè Aquele que amarra um pano na cintura O porteiro de Olórun Ele aponta o seu ògo para uma casa e a tranca Èsù idade sorrateira Seu ògo não dorme O poderoso, que responde com látopa Ele chora com a pessoa que está chorando E que a ajuda, quando está com medo Se uma pessoa está derramando lágrimas Láàróyè está derramando sangue Láàróyè, ele está suando pelo corpo todo Como uma peneira.

Èsù, não faça nada para mim
Faça para os filhos de outra pessoa
Para aqueles que não fizeram ebo e não querem louvá-lo.

 

ADÙRA TI Èṣù

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Èsú láaróyè, Èsú láaróyè Èsú láaróyè, Èsú láaróyè

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Èsú Láàlú Ogiri Òkò Ebìtà Okùnrin Èsú Láàlú Ogiri Òkò E bìtà O kùnrin

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Èsú òta òrìsà Èsú Orixá da pedra (iangui)

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Osétùrá l’oruko bàbá mó ó Oxeturá é o nome pelo qual é chamado por seu pai

Alágogo ìjà l’oruko ìyá npè o Alágogo Ìjà, é o nome pelo qual sua mãe o chama

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Èsú Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin Èsú bondoso, filho homem da cidade de Ìdólófìn

O lé sonsó sórí orí esè elésè Aquele que tem a cabeça pontiaguda fica no pé das pessoas

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o Èsú escute o meu louvor a ti

Kò jé, kò jé kí eni nje gbe e mì Não vem e não permite que ninguém coma ou engula o alimento.

Laroyé- Èṣù pélé o!!

 

Cantigas:

Èṣù

Sim, Laróyè!

(Viva Èsú! Ou Salve Èsú!)

Ritmos e Cantigas 

Bata da cantiga 01 a 06

ADABI – 07 a 12

Ilu – 13 a 16, 19 e 24

ADARRUM – 17, 18, 20 e 23

 

01

EBarabo e mo júbà, àwa kò sé

E Barabo é mo júbà, e omodé ko èkò èkó ki

Barabo e mo júbà Elégbára Èsú l’óònòn.

E Barabô é mo jubá auá cô xê

E Barabô é mo jubá ê omódê có é có qui

Barabô mô jubá Élébára Exú lonã.

Nós acordamos e cumprimentamos Barabo,

A vós eu apresento meus respeitos,

Que vocês não fazem mal.

Nós acordamos e cumprimentamos Barabo

A vós eu apresento meus respeitos.

A criança aprende na escola (é educada, ensinada)

Que a Barabo eu apresentei meu respeito, ele é

Senhor da Força, o Exú dos Caminhos.

 

02

Baráó bebe Tirirí l’ònòn

Èsú Tirirí, Bará o bebe Tirirí l’ònòn

Èsú Tirirí.

Bará ô bebê tirirí lonã Exú tirirí

Bará ô bebê tirirí lonã Exú tirirí

Exú, ele realiza proezas maravilhosas,

Tirirí é o Senhor dos Caminhos, Exú Tirirí.

 

03

A jí ki ire ni Èsú, Èsú ka bí ka bí.

A jí ki ire ni Èsú, Èsú ka bí ka bí.

Aji qui irê ni Exú, Exú cá bi ca bi

Aji qui ire ni Exu, Exu cá bi cá bi.

Nós acordamos e cumprimentamos felizes a Exu,

E Exu conta como nascemos, Exu conta como nascemos.

 

04

Elegbára Èsú ó sá kéré kéré

Èkesan Bará Èsú ó sá kéré kéré.

Élébára Exu ô xá quer quere

Ékésã bará Exu ô xá quere quere.

Exu, o Senhor da Força (do poder)

Faz cortes profundos e pequenos,

Ekésan Exu do corpo, faz cortes profundos

E pequenos (gbéré).

 

05

E Elegbára Elégbára Èsú Aláyé

E Elegbára Elégbára Èsú Aláyé

Ê élébára élébára Exu alaiê

Ê élébára élébára Exu alaiê

Senhor da Força, Senhor do Poder

Senhor da Força, Senhor do Poder

Cumprimentamos o Chefe (dono do mundo)

 

06

Ó wá lésè l’abowolé s’orí àgbékó ìlèkùn,

Ó wá lésè l’abowolé s’orí àgbékó ìlèkùn.

Ô uá lésé labóuólê sôrí abêcó ilêcum

Ô uá lésé labóuólê sôrí abêcó ilêcum

Ele está de pé na entrada sobre os gonzos da porta

Ele está de pé na entrada sobre os gonzos da porta.

 

07

Èsú wa jú wo mòn mòn ki wo Odára

Laróyé Èsú wa jú wo mòn mòn ki wo Odára

Èsú awo.

Exu a ju uô mã mã qui uô ódara

Larôiê Exu a ju uô mã mã qui uô ódara

Exu auô.

Exu nos olha no culto e regular, sabendo que o culto é bom,

Larôie Exu nos olha no culto e confirma que o culto

É bonito, vamos cultuar Exu.

 

08

Odára ló sòro, Odára ló sòro lóònòn

Odára ló sòro e ló sòro Odára ló sòro lóònòn.

Ôdára lô xorô Ôdára lô xorô lónã

Ôdára lô xorô ê lô xorô Ôdára lô xorô lónã.

Odara pode tornar o caminho difícil,

Ele é o Senhor dos caminhos.

 

09

Òjísé pa lê fun awo, Odára pa lê soba

Òjísé pa lê fún awo, Odára pa lê soba.

Ôjixé pa lê fum auô Ôdára pa lê sóbá

Ôjixé pa lê fum auô Ôdára pa lê sóbá.

O Mensageiro mata para a casa de culto e

Odára mata para a casa do Rei.

 

10

Elegbára léwá légbára Èsú a jú wo mòn mòn ki a awo

Elégbára léwá légbára Èsú a jú wo mòn mòn ki a awo.

Élébara lêuá lébara Exú a ju uô mã mã qui a auô.

Élébara lêuá lébara Exú a ju uô mã mã qui a auô.

Ó Senhor da Força é belo, Senhor do Poder,

Exú nos olha regularmente e sabemos que o estamos cultivando.

 

11

Kò mo nrí ìjà rè ó ìjà rè ó Èsú Olóònòn.

Kò mo nrí ìjà rè ó ìjà rè ó Èsú Olóònòn.

Cô mo um rí ijá ré ô ijá ré ô Exú olonã.

Cô mo um rí ijá ré ô ijá ré ô Exú olonã.

Que jamais eu veja a sua briga, a sua briga, Exú Senhor dos Caminhos.

Que jamais eu veja a sua briga, a sua briga, Exú Senhor dos Caminhos.

 

12

Ó jí gbálè á kàràó, Èsú soròkè

Ó jí gbálè á kàràó, Èsú soròkè

Ô ji balé a cara ô Exú Xôroquê

Ô ji balé a cara ô Exú Xôroquê

Ele acorda e varre os pedaços de sua cabaça quebrada,

Ele é o Exú que está no alto da montanha.

 

13

A padé olóònòn e mo juba Òjísè

Àwa sé awo, àwa sé awo, àwa sé awo

Mo júbà Òjisè.

A padê olonãê mo juba ojixé

Auá xê auô, auá xê auô, auá xê auô

Mo juba ojixé.

Vamos encontrar o Senho dos Caminhos,

Meu respeito que é o mensageiro,

Vamos cultivar, vamos cultivar, vamos cultivar

Meu respeito àquele que o mensageiro.

 

14
Elégbára réwà, a sé awo

Elégbára réwà, a sé awo

Bará Olóònòn àwa funàgò

Bará Olóònòn àwa funàgò

Êlêbára réuá a xê auô

Êlêbára réuá a xê auô

Bará olonã auá fum agô

Bará olonã auá fum agô

Ó Senhor da Força é bonito, vamos cultuá-lo,

O Senhor da Força é bonito, vamos cultuá-lo

Exu do corpo, senhor dos Caminhos, dê licença.

 

15

Góké góké Odára, Odára bàbá ebo

Góké góké Odára, Odára bàbá ebo

(Góké góké nidánón, Odára bàbá ebo)

Goquê goquê ôdara ôdara baba ebó

Goquê goquê ôdara ôdara baba ebó

(Goquê goquê nidanã ôdara baba ebó)

Odara sobe, sobe (ascenção), Odara é o pai dos ebós

Odara sobe no fogo que ele próprio acendeu,

Odara é o pai dos ebós.

 

16

Inón inón mo júbà ee mo júbà

Inón inón mo júbà e àgò mo júbà

Inã inã mo jubá ê é mo jubá

Inã inã mo jubá ê agô mo jubá.

Exú do Fogo, fogo, meus respeitos,

A vocês meus respeitos.

Exú do Fogo, fogo, meus respeitos,

Pelo licença e apresento-vos meus respeitos.

 

17

E má won léébá nón, Kò rí ìjà

E má won léébá nón, Kò rí ìjà

E má jékì, kò rí ijà

E má jékì, kò rí ijà

 

É má uom léébá nã, cô rí ijá

É má uom léébá nã, cô rí ijá

É má jéqui, cô rí ijá

É má jéqui, cô rí ijá

Que o Senhor (Exú) não coloque fogo neles,

E que suas cabeças não vejam sua briga,

E não permitais que suas cabeças vejam

A vossa briga.

18

Olóònòn àwa Bará Kétu

Olóònòn àwa Bará Kétu

Ólónã auá bará quêtu

Ólónã auá bará quêtu

Senhor dos nossos caminhos, Exú do povo de Ketu.

Senhor dos nossos caminhos, Exú do povo de Ketu.

 

19

Èsù soròkè, Elégbára kí a awo

Èsù soròkè, Elégbára légbáaó.

Exú só xoroquê élébara qui a auô

Exú só xoroquê élébara lébáô.

Exú fala do alto da montanha,

Senhor poderoso a quem cultuamos.

 

20

Kétu ké Kétu e Èsú Alákétu

Kétu ké Kétu e Elegbára Kétu

Quêtu quê quêtu é Exú alaquêtu

Quêtu quê quêtu é Exú alaquêtu

Ketu grita alto, Ketu, sois vós Exú o Senhor de Ketu (Rei)

Ketu grita alto, Ketu, assimis vozes o Senhor Poderoso de Ketu.

 

21

Yemonjá kó nta ródò, Èsú a inón kò

Yemonjá kó nta ródò, Èsú a inón kò

Iémanjá côntá rôdô, Exú a inã cô

Iémanjá côntá rôdô, Exú a inã cô

Yemanjá mergulhou rapidamente no rio,

Exú do fogo não.

 

22

Àgòlóònòn àwa pé nbo, àgòlóònòn e,

Àgòlóònòn àwa pé nbo, àgòlóònòn e.

Agôlonã auá puê umbó, agôlonãê

Agôlonã auá puê umbó, agôlonãê

Pedimos licença ao Senhor dos Caminhos

Nos dizemos que o estamos cultivando,

Com licença, Senhor dos Caminhos.

 

23

Àgò nbo nbo Laróyé

Àgò nbo nbo Laróyé

Agô umbó umbó larôiê

Agô umbó umbó larôiê

Nós pedimos licença cultuando, Larô iê.

Nós pedimos licença cultuando, Larô iê.

 

24

Só òbe, Só òbe

Odára kò l’ori erù, Laróyé

Sónsó òbe, Odára kò l’orí ebo.

Xônxô óbé, xônxô obé

Ôdara cô lôrí êrú larôiê

Xônxô óbé, Ôdara cô lôrí ébó.

Faca pontiaguda, faca pontiaguda,

Exú Odara não tem sua cabeça para

Levar carrego, Larô iê, tem fachada pontuda,

Exú Odara não tem sua cabeça para levar ebó.

 

25

Alákétu rè Kétu Bará

Èsú máa ló.

Aláquêtu ré quêtu bará

Exú máa ló.

O Senhor Supremo de Ketu

É o Exú do povo de Ketu e

Exú irá embora.

 

26

Bára je n’tan á nlo,

Bára je n’tan máa ló ilé.

Bára jé untam a unló

Bára jé untam máa ló ilê.

 

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Sigilo absoluto!!

Babalorixa Ricardo de Laalu.

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